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Novos hábitos: grande diferença |
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| Fonte: Coluna AnimaVida, Tribuna de Petrópolis | | | NOVOS HÁBITOS: GRANDE DIFERENÇA
Febre aftosa, gripe aviária, mal da
vaca louca: o prato principal, a
carne, está doente, contaminada.
Centenas de milhares de animais sendo
sacrificados mundo afora para tentar
conter estas doenças e suas naturais
conseqüências sobre nós, seres
humanos. De quem é a culpa?
A grande maioria de nós, ou pelo menos
daqueles que estão antenados com o
assunto, atribui a responsabilidade
aos proprietários que não cuidaram
adequadamente de sua criação e ao
Governo por não liberar verbas e por
não fiscalizar. E nós, grandes
consumidores destas carnes, não somos
responsáveis por nada?
Nos parece óbvio que os rebanhos de
bovinos e as criações de aves crescem
porque existe uma demanda por estes
produtos. Ou seja, quanto mais comemos
carne, mais animais serão gerados,
mais pastos serão criados, mais
medicamentos serão utilizados e,
conseqüentemente, existirão mais
dificuldades em controlar esta enorme
população animal.
A criação industrial de animais
assumiu proporções gigantescas. É o
boom do agronegócio, altamente
lucrativo para o Homem, mas
extremamente cruel para com os Animais
e para com o meio ambiente.
Será que ao chamarmos os amigos para
um churrasco ou sentarmos em um
restaurante para comer um galetinho
assado, pensamos no que acontece com
estes animais até a hora do abate?
Será que sabemos que uma boa parte da
Floresta Amazônica está sendo
derrubada para dar lugar a pastos
onde, cada vez mais e mais cabeças de
gado irão pastar? Será que refletimos
sobre a quantidade de medicamentos e
hormônios que estes animais recebem
para engordarem rapidamente, e que ao
comermos sua carne estaremos, também,
ingerindo tudo isso? Será que não
pensamos que quanto maior a
concentração de animais em um espaço,
mais difícil será controlar as
doenças, as epidemias?
Na verdade, quem tem o maior poder em
minimizar, mesmo que a longo prazo,
esta grave crise, somos nós, o
CONSUMIDOR. Rever nossos hábitos
alimentares seria um bom início para
essa mudança. A redução do consumo de
carne (ou, para os mais radicais, a
suspensão total do consumo) só faria
bem ao nosso corpo, à nossa
consciência, ao meio ambiente e aos
animais. Afinal, sem uma demanda
excessiva por carne já não haveria a
necessidade de rebanhos e criações tão
exageradamente grandes e,
conseqüentemente, o risco de doenças
seria bem menor. A ECONOMIA que nos
perdoe mas a SAÚDE do SER HUMANO e da
NATUREZA, da qual todos nós
dependemos, têm, obrigatoriamente, que
vir em primeiro lugar.
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