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Os animais e o espírito de Natal |
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| Fonte: Coluna AnimaVida, Tribuna de Petrópolis | | | OS ANIMAIS E O ESPÍRITO DE NATAL
Ao longo da História os grandes
Mestres declararam o seu amor pela
vida e pela natureza. Entretanto, com
o correr do tempo, os homens vêm
acrescentando suas ideologias, suas
patologias, seus interesses e seus
delírios. Na verdade, todos os grandes
Mestres sempre pregaram o amor aos
animais. O Judaísmo, o Cristianismo, o
Islamismo, o Budismo, o Taoísmo e o
Espiritismo, todos trazem, dentro de
suas doutrinas, o respeito pela obra
divina, independente de sua
espécie.
O Papa Bento XVI, em seus primeiros
pronunciamentos, mostrou emoção ao
falar sobre a exploração de todos os
seres vivos pelo Homem. Em 2002, antes
de sua nomeação, quando perguntado
sobre os direitos dos animais, ele
respondeu: “Este é um assunto muito
sério. De todos os pontos de vista,
podemos ver que eles foram postos sob
nossos cuidados e que, simplesmente,
não podemos fazer o que queremos com
eles. Os animais também são criaturas
de Deus...”
A compaixão pelos animais também foi
tema proeminente no papado de João
Paulo II, que proclamou que “os
animais possuem uma alma e os homens
devem amar e sentirem-se solidários
com nossos irmãos menores”.
Imbuídos do espírito do Natal,
conclamamos a todos para que
reflitamos sobre nossas atitudes com
relação ao meio em que vivemos.
Olhemos ao nosso redor e vejamos
quantas formas de vida compartilham
este planeta conosco. Pensemos que
todos têm o mesmo direito à vida, à
dignidade e ao respeito. Deixemos de
lado nosso individualismo e busquemos
a melhor forma de convívio. Que a
imagem de Jesus deitado em seu berço
rústico, em meio aos animais, nos faça
refletir sobre a pureza destes seres,
eleitos para presenciar o
acontecimento mais importante da
religião cristã.
“O homem implora a misericórdia de
Deus mas não tem piedade dos animais,
para os quais ele é um deus”. (Gautama
Budha)
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