| Há uns 10 anos atrás, no distrito de Itaipava, Petrópolis - RJ, próximo à uma lixeira pública, alguns gatos começaram a ser abandonados. Uma senhora, compadecida dos animais, colocou manilhas e construiu gatis de alvenaria na intenção de protegê-los. A boa intenção desta senhora, entretanto, gerou um enorme problema nos dias de hoje pois as pessoas, vendo a estrutura construída, deduzem que lá os animais estarão bem cuidados e passam a descartar seus animais e crias no local. Hoje lá existem, aproximadamente, 70 gatos e, eventualmente, algum cão. Todos vivendo próximos do lixo em uma situação totalmente insalubre e expostos a todos os tipos de doenças. Semanalmente, novos animais são largados neste local e muitos adoecem e definham aos poucos até a morte. O local já está altamente contaminado e qualquer filhote que lá seja deixado (cão ou gato), se não retirado em tempo, adoece e morre ao relento. O quadro é realmente muito triste. (fotos) Voluntários têm se mobilizado para retirar animais deste lugar e prepará-los para adoção. O problema é que a velocidade do abandono tem sido muito maior do que a de recuperação dos animais e, assim, o problema vai tomando proporções absurdas. |
| PROJETO O Projeto Gatos de Itaipava visa retirá-los deste local e levá-los para uma área particular preparada para recebê-los. Esta área está sendo solicitada à Prefeitura mas também poderá ser cedida em regime de comodato ou como uma doação. Com a retirada dos animais haverá uma ação junto à Prefeitura para que a área seja reurbanizada evitando, assim, que novos animais sejam lá abandonados. HISTÓRICO DE NOSSAS AÇÕES No início de 2003 iniciamos contatos informais com funcionários da Prefeitura, tentando sensibilizá-los para o problema. Levamos até o local uma médica veterinária, funcionária da Vigilância Sanitária, que achou o problema seríssimo e que alertou para a necessidade de castrar-se os animais do local mas, em nenhum momento, afirmou que a Prefeitura participaria de alguma iniciativa. Em Junho de 2003, solicitamos, por duas vezes, sendo uma delas por escrito, entrevista com o presidente da Cia. de Trânsito da cidade para ter informações seguras sobre a possibilidade de uma obra no local. Nunca obtivemos retorno. Em Julho de 2003, comunicamos, por escrito, à Vigilância Sanitária sobre o envenenamento de diversos gatos no local provavelmente pela ingestão do "chumbinho". Não obtivemos resposta alguma. Foi então que procuramos o gerente de um supermercado próximo, possuidor de um enorme terreno ao lado do gatil, onde alguns corpos de gatos foram encontrados. Ele ficou de verificar se algum funcionário estaria usando veneno para ratos. Depois disto as mortes pararam de acontecer. Em 06 de outubro, enviamos uma carta ao Prefeito relatando toda a história e oferecendo parceria na solução do problema. A carta foi encaminhada através de um vereador da região. Nunca obtivemos nem a certeza de que a carta havia sido entregue. Em Dezembro de 2003, levamos o assunto pessoalmente ao Secretário de Governo de Petrópolis. Numa entrevista, explicamos o problema e ratificamos nossa intenção em participar de sua solução. Não obtivemos nenhum retorno do Secretário. Em Março de 2004, numa entrevista com a Chefe de Gabinete do Prefeito, a Secretária de Saúde e o Chefe da Vigilância Sanitária do Município, novamente entregamos a proposta para a solução do problema dos gatos de Itaipava. Tempos depois a Vigilância Sanitária nos procurou para dizer que o assunto estava sendo estudado. Quando mencionamos a existência de duas áreas que seriam interessantes para a realocação dos animais, eles marcaram um dia para visitarmos os dois locais. Chegando o dia da visita, porém, eles nos informaram que tinham sido convocados para uma reunião no IBAMA e que não mais poderiam nos acompanhar. Nos disseram que o compromisso seria remarcado mas, a partir daí, o problema deles passou a ser o de falta de veículo, falta de motorista, etc. Diante de tanto silêncio, resolvemos oficializar a entrega do projeto GATOS DE ITAIPAVA, protocolando uma correspondência explicativa no Protocolo Geral da Prefeitura. Como sempre, não obtivemos resposta. Estamos acompanhando hoje pela imprensa e através de visitas ao local, o andamento da obra que já foi iniciada. As atividades para alargamento da ponte já começaram. (ver fotos) Nossa intenção é forçar uma ação da Prefeitura através do embargo da obra até que uma solução humanitária seja encontrada para os animais já que, se o problema existe, é fruto da omissão do Poder Público e do proprietário da área. Cabe destacar, também, que o controle da população animal e dos problemas de saúde dos mesmos vêm sendo assumidos integralmente por voluntários sem nenhum tipo de apoio da Prefeitura. Vocês conheceram o histórico de um problema seríssimo que, durante anos, existiu numa região de Itaipava. Mas, agora, graças à atuação de voluntários, apoiados pela AnimaVida, tudo se resolveu e os animais que viviam no local foram retirados, recuperados e doados. Todas as instalações de abrigo existentes no local foram destruídas para desestimular o abandono de novos animais. Tudo acabou bem. Obrigada a todos os que participaram da solução e torceram para um final feliz para os animais. |